... os Alvará falam da dúvida depois da certeza, de um mundo do avesso ou do avesso do mundo que com ironia nos consome, ao passo que o consumimos.

... Alvará speaks of the doubt after certainty, of a world upside down or inside out that's ironically consuming us at the pace that we consume it.



Não é tarde Nem é certo







quarta-feira, 6 de julho de 2011

Sépia

Conta Histórias com H
Se porque existe, o há de haver
Ou se persiste, o por saber

Agora é essa a única cor
Onde se acolhe e se tira

Volta e vai
Volta e vem
Volta e diz
Para quê ser feliz

Agora é sépia o único tom
que se estende na aguada

Se se estende sem saber
Ou se rende de se ver
Numa folha encurrilhada

Foi da metade, meia verdade

Agora é sépia a única lente
Não encaixa nem que tente

Se faz tudo parecer igual

Volta e vai
Volta e vem
Volta e diz
Para quê ser feliz

Tema em construção, disponível no Myspace.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Em contramão

Ando sempre a correr
E só chego a nenhum lado
Já fui tarde a perceber
Já é tarde para ver
E o passado é o Passado

Levo as ideias atadas
Levo tudo ensarilhado
Num novelo já sem pontas
Mesmo sem fazer as contas
Ao Presente e ao Passado

E pego na estrada e parto com ela
E só ando às voltas e em contramão
Se fosse por rio perdia o navio
Que sou prisioneiro da minha prisão

E pego na estrada e parto com ela
E só ando às voltas e em contramão
Se fosse por rio perdia o navio
Que sou prisioneiro da minha prisão

Tema em construção, disponível no Myspace.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Lista de espera

Parece que ainda foi agora
Foi do tempo que demora
E que eu só vi passar

Parece que do dia pesa a noite
quando dorme, quando dorme, acordar

Cansada dos caminhos
armadilhas e sarilhos
E do que mais se inventar
Cansada de calçar as sapatilhas
Para um jogo de azar

Parece que já foi tudo tratado
Nessa lista de espera

domingo, 12 de junho de 2011

Pois

Preocupações são tantas
Quase já nem te levantas
E hoje estás preocupado

Com o cordão desapertado

Vê lá se vale a pena
Discutir mais um pouco
O assunto caiu de rouco
Se já foi objectivo
Sente-se um caso perdido

Se se foram os que já partiram
Até parece que sumiram
Desculpe, infelizmente
Vai chegar a toda a gente

E os cordões desapertados
E os certos errados

Sabe o tempo a passar
E diz doa a quem doer
Sem parar de correr

E deixa lá os pormenores
Se os melhores são os piores
Deixa lá os pormenores

E os certos errados


Tema em construção, disponível no Myspace.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Só pessoas

Lembro o tempo
Digo-lhe das boas
Às vezes somos
Só pessoas

Porque sentimos
Com o coração
Para nossa desilusão

Que mais dizer no refrão
Se é só isto que vejo
Não faz justiça ao desejo
É bom saber de antemão

Tema em construção, disponível no Myspace.