... os Alvará falam da dúvida depois da certeza, de um mundo do avesso ou do avesso do mundo que com ironia nos consome, ao passo que o consumimos.

... Alvará speaks of the doubt after certainty, of a world upside down or inside out that's ironically consuming us at the pace that we consume it.



Não é tarde Nem é certo







sábado, 10 de março de 2012

vai e vem

Quanto tempo vai
Quanto tempo vem
Quanto tempo vai
E já não vem

E quanto tempo fica
Fica por contar
E quanto dele sobra
Para dar

E quanto é preciso
Para matar a sede
Quanto mar, quanta rede

Quanto tempo vai
Quanto tempo vem
Quanto tempo vai
E já não vem

Quanto dele é feito
A pensar em ti
Quanto vai daqui
até ali

E quanto é preciso
Para matar a sede
Quanto mar, quanta rede

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

!

Pago o preço a pagar
Que não sei viver assim
Sempre a pensar no que há de vir

Se vier vou estar aqui
Vou estar pronto para dizer
Que se o dia nasce é para ti
Se o dia nasce é para nós

E já não sei falar de cor
Nem correr para fugir
Espero e lembro o dia que há de vir

Vejo o mundo a cair
A verdade a morrer
E pergunto se só eu estarei a ver
Serei mesmo o único a ver

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

perfeitos defeitos

perfeitos defeitos
perfeitos que são
se lhes chamam erro
não são o que são

perfeitos defeitos
perfeitos que são
se são tão diferentes
são iguais então

são cantos na esfera
ou lados quadrados
compassos de espera
no tempo parados

que já se perde o tempo
e o tempo faz falta
que quem vê por fora
não olha para dentro

perfeitos defeitos
perfeitos que são
se lhes chamam erro
não são o que são

perfeitos defeitos
defeitos que são
se são tão diferentes
são iguais então

perfeito defeito
do lado humano
diz-nos agora
para onde nós vamos

que já se perde o tempo
e o tempo faz falta
que quem vê por fora
não olha para dentro

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Sépia

Conta Histórias com H
Se porque existe, o há de haver
Ou se persiste, o por saber

Agora é essa a única cor
Onde se acolhe e se tira

Volta e vai
Volta e vem
Volta e diz
Para quê ser feliz

Agora é sépia o único tom
que se estende na aguada

Se se estende sem saber
Ou se rende de se ver
Numa folha encurrilhada

Foi da metade, meia verdade

Agora é sépia a única lente
Não encaixa nem que tente

Se faz tudo parecer igual

Volta e vai
Volta e vem
Volta e diz
Para quê ser feliz

Tema em construção, disponível no Myspace.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Em contramão

Ando sempre a correr
E só chego a nenhum lado
Já fui tarde a perceber
Já é tarde para ver
E o passado é o Passado

Levo as ideias atadas
Levo tudo ensarilhado
Num novelo já sem pontas
Mesmo sem fazer as contas
Ao Presente e ao Passado

E pego na estrada e parto com ela
E só ando às voltas e em contramão
Se fosse por rio perdia o navio
Que sou prisioneiro da minha prisão

E pego na estrada e parto com ela
E só ando às voltas e em contramão
Se fosse por rio perdia o navio
Que sou prisioneiro da minha prisão

Tema em construção, disponível no Myspace.