... os Alvará falam da dúvida depois da certeza, de um mundo do avesso ou do avesso do mundo que com ironia nos consome, ao passo que o consumimos.
... Alvará speaks of the doubt after certainty, of a world upside down or inside out that's ironically consuming us at the pace that we consume it.
... Alvará speaks of the doubt after certainty, of a world upside down or inside out that's ironically consuming us at the pace that we consume it.
Não é tarde Nem é certo
quarta-feira, 4 de julho de 2012
sábado, 10 de março de 2012
vai e vem
Quanto tempo vai
Quanto tempo vem
Quanto tempo vai
E já não vem
E quanto tempo fica
Fica por contar
E quanto dele sobra
Para dar
E quanto é preciso
Para matar a sede
Quanto mar, quanta rede
Quanto tempo vai
Quanto tempo vem
Quanto tempo vai
E já não vem
Quanto dele é feito
A pensar em ti
Quanto vai daqui
até ali
E quanto é preciso
Para matar a sede
Quanto mar, quanta rede
Quanto tempo vem
Quanto tempo vai
E já não vem
E quanto tempo fica
Fica por contar
E quanto dele sobra
Para dar
E quanto é preciso
Para matar a sede
Quanto mar, quanta rede
Quanto tempo vai
Quanto tempo vem
Quanto tempo vai
E já não vem
Quanto dele é feito
A pensar em ti
Quanto vai daqui
até ali
E quanto é preciso
Para matar a sede
Quanto mar, quanta rede
sábado, 28 de janeiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
!
Pago o preço a pagar
Que não sei viver assim
Sempre a pensar no que há de vir
Se vier vou estar aqui
Vou estar pronto para dizer
Que se o dia nasce é para ti
Se o dia nasce é para nós
E já não sei falar de cor
Nem correr para fugir
Espero e lembro o dia que há de vir
Vejo o mundo a cair
A verdade a morrer
E pergunto se só eu estarei a ver
Serei mesmo o único a ver
Que não sei viver assim
Sempre a pensar no que há de vir
Se vier vou estar aqui
Vou estar pronto para dizer
Que se o dia nasce é para ti
Se o dia nasce é para nós
E já não sei falar de cor
Nem correr para fugir
Espero e lembro o dia que há de vir
Vejo o mundo a cair
A verdade a morrer
E pergunto se só eu estarei a ver
Serei mesmo o único a ver
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
perfeitos defeitos
perfeitos defeitos
perfeitos que são
se lhes chamam erro
não são o que são
perfeitos defeitos
perfeitos que são
se são tão diferentes
são iguais então
são cantos na esfera
ou lados quadrados
compassos de espera
no tempo parados
que já se perde o tempo
e o tempo faz falta
que quem vê por fora
não olha para dentro
perfeitos defeitos
perfeitos que são
se lhes chamam erro
não são o que são
perfeitos defeitos
defeitos que são
se são tão diferentes
são iguais então
perfeito defeito
do lado humano
diz-nos agora
para onde nós vamos
que já se perde o tempo
e o tempo faz falta
que quem vê por fora
não olha para dentro
perfeitos que são
se lhes chamam erro
não são o que são
perfeitos defeitos
perfeitos que são
se são tão diferentes
são iguais então
são cantos na esfera
ou lados quadrados
compassos de espera
no tempo parados
que já se perde o tempo
e o tempo faz falta
que quem vê por fora
não olha para dentro
perfeitos defeitos
perfeitos que são
se lhes chamam erro
não são o que são
perfeitos defeitos
defeitos que são
se são tão diferentes
são iguais então
perfeito defeito
do lado humano
diz-nos agora
para onde nós vamos
que já se perde o tempo
e o tempo faz falta
que quem vê por fora
não olha para dentro
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Sépia
Conta Histórias com H
Se porque existe, o há de haver
Ou se persiste, o por saber
Agora é essa a única cor
Onde se acolhe e se tira
Volta e vai
Volta e vem
Volta e diz
Para quê ser feliz
Agora é sépia o único tom
que se estende na aguada
Se se estende sem saber
Ou se rende de se ver
Numa folha encurrilhada
Foi da metade, meia verdade
Agora é sépia a única lente
Não encaixa nem que tente
Se faz tudo parecer igual
Volta e vai
Volta e vem
Volta e diz
Para quê ser feliz
Tema em construção, disponível no Myspace.
Se porque existe, o há de haver
Ou se persiste, o por saber
Agora é essa a única cor
Onde se acolhe e se tira
Volta e vai
Volta e vem
Volta e diz
Para quê ser feliz
Agora é sépia o único tom
que se estende na aguada
Se se estende sem saber
Ou se rende de se ver
Numa folha encurrilhada
Foi da metade, meia verdade
Agora é sépia a única lente
Não encaixa nem que tente
Se faz tudo parecer igual
Volta e vai
Volta e vem
Volta e diz
Para quê ser feliz
Tema em construção, disponível no Myspace.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Em contramão
Ando sempre a correr
E só chego a nenhum lado
Já fui tarde a perceber
Já é tarde para ver
E o passado é o Passado
Levo as ideias atadas
Levo tudo ensarilhado
Num novelo já sem pontas
Mesmo sem fazer as contas
Ao Presente e ao Passado
E pego na estrada e parto com ela
E só ando às voltas e em contramão
Se fosse por rio perdia o navio
Que sou prisioneiro da minha prisão
E pego na estrada e parto com ela
E só ando às voltas e em contramão
Se fosse por rio perdia o navio
Que sou prisioneiro da minha prisão
Tema em construção, disponível no Myspace.
E só chego a nenhum lado
Já fui tarde a perceber
Já é tarde para ver
E o passado é o Passado
Levo as ideias atadas
Levo tudo ensarilhado
Num novelo já sem pontas
Mesmo sem fazer as contas
Ao Presente e ao Passado
E pego na estrada e parto com ela
E só ando às voltas e em contramão
Se fosse por rio perdia o navio
Que sou prisioneiro da minha prisão
E pego na estrada e parto com ela
E só ando às voltas e em contramão
Se fosse por rio perdia o navio
Que sou prisioneiro da minha prisão
Tema em construção, disponível no Myspace.
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